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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

RIO - As equipes do Corpo de Bombeiros encontraram na tarde desta sexta-feira, 27, o 12.º corpo que estava sob os escombros dos três edifícios

Buscas no Rio se aproximam de área que concentrava mais vítimas

RIO - As equipes do Corpo de Bombeiros encontraram na tarde desta sexta-feira, 27, o 12.º corpo que estava sob os escombros dos três edifícios que desabaram no centro do Rio na quarta-feira. A vítima, que ainda não foi identificada, foi retirada do local por volta das 17h.

A chuva parou de cair na região, o que facilita o trabalho das equipes de buscas. Os esforços se concentram perto da escada do Edifício Liberdade, o primeiro a cair. As vítimas teriam tentado fugir por esse caminho ao primeiro sinal de que o prédio poderia desabar. Ainda há 15 desaparecidos, segundo a prefeitura do Rio.

Segundo o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Ronaldo Alcântara, há indícios de que tenha sido encontrada uma sala em que estava sendo realizado um curso. A expectativa é de que haja um grande número de vítimas no local.


BBC Brasil

"Desabamento na Cinelândia. Foto: AFP"
As buscas nos escombros dos três prédios que desabaram no Rio se aproximaram, na tarde desta sexta-feira, da área onde um curso estava sendo realizado na hora do acidente, e que podia concentrar mais vítimas, de acordo com a Defesa Civil.

Um curso de informática era realizado no prédio de 20 andares quando a construção desabou, na noite de quarta-feira. Até o meio-dia desta sexta, a prefeitura do Rio afirma ter retirado 60% dos escombros, o que equivale a 30 mil toneladas de entulho.

Na quinta, as autoridades do Rio de Janeiro disseram ter 'esperanças' de encontrar sobreviventes entre os escombros dos três prédios que ruíram no centro da cidade.

Em uma entrevista coletiva, o subsecretário de Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro, Jerri Andrade, disse que o resgate irá se prolongar pelos próximos dias. 'O trabalho de busca continua. Temos esperanças de encontrar pessoas com vida', disse.

Onze mortes foram confirmadas, sendo cinco homens e quatro mulheres; o sexo de dois dos corpos ainda não foi identificado. Dezesseis pessoas continuam desaparecidas, segundo a Agência Brasil. O governo estadual decretou luto oficial de três dias em memória das vítimas.

O prefeito Eduardo Paes informou também que o prédio maior, de 18 andares, não tinha histórico de rachaduras. A construção ganhou alvará de funcionamento em 1940. Os dois outros edifícios, de dez e cinco pavimentos, são de 1938.

A Defesa Civil informou também que não há sinais de vazamento de gás no local e que a fumaça que pode ser vista no local é resultado da queima de papel, carpete e outros materiais combustíveis, acumulados entre os escombros.

Os prédios que desabaram eram vizinhos ao Teatro Municipal, na Cinelândia. A bilheteria do teatro, que fica atrás da casa de concertos, foi atingida por destroços.

Dezenas de bombeiros e paramédicos acompanham os trabalhos de resgate. Devido ao forte cheiro de queimado no local, muitas pessoas usam máscaras protetoras.

Os escombros que caíram sobre a rua 13 de Maio, em frente aos edifícios, já estão sendo retirados.

Embora o trânsito no entorno dos prédios esteja prejudicado, as principais vias de acesso ao centro do Rio apresentam normalidade.

Baixa ocupação

O desabamento ocorreu por volta das 20h30 da última quarta-feira, quando os edifícios comerciais estavam com baixa ocupação, o que teria reduzido bastante o número de possíveis vítimas.

Segundo as informações iniciais, um dos edifícios, que abrigava escritórios de advocacia, passava por reformas em dois dos seus andares.

Um dos prédios abrigava um restaurante no andar térreo, mas não se sabe ainda se havia muitas pessoas no local no momento do desabamento.

Inicialmente especulou-se sobre possíveis danos a prédios vizinhos, incluindo o Teatro Municipal, mas vistorias descartaram problemas.

O incidente ocorre pouco mais de três meses após uma possível explosão de gás em um restaurante da cidade ter deixado três pessoas mortas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chega a 4 o número oficial de mortos em desabamento no Rio; buscas continuam


Chega a 4 o número oficial de mortos em desabamento no Rio; buscas continuam

Fábio Motta/AE

"Equipes trabalham na remoção de escombros no centro do Rio"
RIO - O quarto corpo de vítima do desabamento no centro do Rio foi resgatado na tarde desta quinta-feira, 26, de acordo com nota oficial da Defesa Civil do Estado. Mais cedo, o subsecretário de Defesa Civil do município, Márcio Mota, chegou a informar que eram cinco as mortes
confirmadas, mas voltou atrás.
Os corpos de três das vítimas já resgatados foram identificados por parentes e amigos. Segundo a Polícia Civil, foram reconhecidos Celso Renato Cabral Filho, de 44 anos, e Cornélio Ribeiro Lopes, de 73. Ambos estavam no Instituto Médico Legal (IML), no centro do Rio. Sandra Maria Ribeiro contou que Cornélio faria 74 anos no dia 2 de fevereiro.

Várias famílias continuam no IML para tentar identificar os corpos encontrados. No local, a doméstica Vera Lúcia dos Santos identificou o corpo de um primo, o catador de papel Moisés Moraes da Silva, mas a polícia não confirmou a identificação.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Prédio desaba no centro do Rio



Por Estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 25/1/2012 21:17
Prédio desaba no centro do Rio

Atualizado às 21h55

RIO - Um prédio de 18 andares desabou na noite desta quarta-feira, 25, no centro do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes do desabamento na Avenida Treze de Maio teria havido uma explosão.

A Defesa Civil informou que há vítimas, mas não se sabe o número, e possivelmente pessoas ainda presas no interior do edifício. Testemunhas relatam um forte cheiro de gás na região.

Por causa do desabamento, uma densa nuvem de cinzas cobriu veículos e tomou conta das vias próximas, como as avenidas Rio Branco e Almirante Barroso. A área, próxima à sede da Petrobrás, do BNDES e do Teatro Municipal, está isolada.


No saguão do prédio funcionava uma agência do Banco Itaú e uma padaria. Nas proximidades também ficam o tradicional Bar Amarelinho, que reúne políticos, artistas e jornalistas há décadas.

Agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar estão no local.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

‘Ocidente força Irã a buscar bomba nuclear’

‘Ocidente força Irã a buscar bomba nuclear’
Ex-porta-voz de Teerã nas negociações com potências critica pressão internacional
Ángeles Espinosa, do El País

Publicado:
24/01/12 - 7h30
Atualizado:
24/01/12 - 7h30


Comentários: 10 Envios por mail: 1 DUBAI - O embaixador Hossein Mousavian foi porta-voz da equipe de negociadores do Irã nas conversas nucleares com a União Europeia durante o governo de Mohammad Khatami, entre 2003 e 2005. Após a vitória de Mahmoud Ahmadinejad naquele ano, ele permaneceu como conselheiro de política exterior do novo chefe negociador, Ari Larijani. Até abril de 2007, quando ele foi preso sob acusação de espionagem. O juiz não aceitou a denúncia, mas o inabilitou para exercer seu trabalho de décadas, a diplomacia. Pouco depois da controversa reeleição de Ahmadinejad, em 2009, Mousavian se refugiou na universidade americana de Princeton, onde é professor e pesquisador. Mas o mais alto ex-funcionário do governo iraniano que mora nos EUA mantinha seu silêncio.

Até que começou a dar palestras e publicar artigos acadêmicos, há alguns meses. Neste fim de semana, aceitou responder às perguntas de “El País” por e-mail. Para ele, “o Ocidente não está deixando ao Irã nenhuma opção a não ser buscar a arma nuclear”.

O GLOBO: Há crescentes rumores sobre planos israelenses de ataque às instalações nucleares do Irã. O senhor crê que existe um risco real de que isso aconteça?

HOSSEIN MOUSAVIAN: Israel vem ameaçando atacar militarmente o Irã desde 1988, desde o fim da invasão iraquiana no Irã. Entretanto, nunca foi capaz de cumprir essas ameaças. Hoje, o risco é real, mas eu não acredito que Israel ataque o Irã sem o aval dos EUA. E estou convencido de que o governo americano não apoia um ataque militar porque sabe que as consequências seriam catastróficas e arrastariam a comunidade internacional a um caos incontrolável. No caso de um ataque, a existência de Israel estaria mais ameaçada do que nunca.

O GLOBO: Para os israelenses, a prioridade é impedir que o Irã obtenha a capacidade nuclear irreversível. O Irã já chegou a esse ponto?

MOUSAVIAN: Em primeiro lugar, os israelenses não estão em posição de fazer exigências ao Irã, porque o Irã é membro do Tratado de Não Proliferação e não possui armas nucleares. Já Israel é o único país do Oriente Médio que possui armas nucleares e desafia as solicitações da Agência Internacional de Energia Atômica e da comunidade internacional. Em segundo lugar, o Irã já alcançou a capacidade de fabricar armas nucleares caso decida fazê-lo. Mas ter a capacidade de fabricar armas nucleares não é uma violação do TNP. Outros países-membros, como Japão, Alemanha, Argentina e Brasil também têm essa capacidade, e não são alvo do escrutínio internacional.

O GLOBO: O senhor tem segurança para continuar afrmando, como fazia quando participava das negociações, que o governo do Irã não busca armas atômicas?

MOUSAVIAN: O que me preocupa é a estratégia do Ocidente, que na prática não está deixando ao Irã outra opção a não ser buscar a arma nuclear. O Ocidente começou uma guerra global econômica contra o Irã. As pressões e sanções impostas ao Irã são maiores do que as sofridas pela Coreia do Norte, apesar de o Irã ser signatário do TNP e não possuir bombas atômicas, e de a Coreia do Norte ter se retirado do tratado e já ter armas nucleares. Enfrentado a essa realidade, se o Irã já pagou um preço maior do que a Coreia do Norte, por que não ter também a arma dissuasória?

O GLOBO: As sanções financeiras dos EUA e um eventual embargo de petróleo da União Europeia vão mudar alguma coisa nos planos nucleares do Irã?

MOUSAVIAN: Sanções de qualquer espécie prejudicarão a economia do Irã, mas não vão fazê-lo obrigar a renunciar a seus direitos legítimos garantidos pelo TNP, que incluem o enriquecimento de urânio. O Irã vem sofrendo sanções desde a revolução de 1979, mas avançou consideravelmente os campos nuclear, químico, biológico e balístico.

O GLOBO: Um deputado iraniano assegurou que uma recente carta de Obama ao líder supremo Ali Khamenei incluía um convite ao diálogo. Ainda há possibilidade de diálogo? Quais interesses impedem esse diálogo?

MOUSAVIAN: A última palavra nas relações entre o Irã e os EUA cabe ao aiatlá Khamenei. Minhas duas décadas de experiência na política exterior iraniana me fazem acreditar que o Irã sempre esteve disposto a uma relação justa baseada no seguinte: 1) que os americanos assegurem que sua intenção real não é a mudança de regime no Irã, já que o líder supremo sempre acreditou que o objetivo central dos EUA desde 1979 é a mudança de regime por qualquer meio possível; 2) que os americanos busquem uma relação baseada na não interferência, no respeito mútuo e no reconhecimento dos interesses legítimos do Irã na região e fora dela. O fato é que nenhum governo americano desde a Revolução Iraniana conseguiu orquestrar uma política para o Irã baseada num marco realista. Todos os governos americanos só competiram para aumentar sanções, pressões ea maeaças ao Irã. O presidente Obama começou seu mandato prometendo conversar com o Irã e mudar uma história de 30 anos de inimizada, mas agora se diz orgulhoso de ter conseguido mobilizar o mundo e estabelecido um regime de sanções “sem precedentes” contra o Irã.

O GLOBO: Como os EUA podem conversar com o Irã enquanto porta-vozes iranianos ameaçam fechar o estreito de Ormuz?

MOUSAVIAN: Se a política dos EUA está baseada em manter “todas as opções sobre a mesa”, a política do Irã fatalmente será a mesma. Ameaças geram ameaças.

O GLOBO: Sua substituição depois das eleições de 2005 era esperada, mas por que o senhor foi preso? O seu caso foi parte de uma disputa interna por poder?

MOUSAVIAN: Desde minha detenção em abril de 2007, decidi manter silêncio sobre os motivos da minha prisão, e vou continuar a fazê-lo.

O GLOBO: O sr. deixou o Irã após a controversa reeleição de Ahmadinejad. As duas coisas estão relacionadas? O sr. já voltou ao país desde então, ou existe algo que impeça seu regresso?

MOUSAVIAN: Eu não posso exercer nenhum cargo diplomático por cinco anos, contados a partir de abril de 2008. Decidi dedicar esse tempo aos estudos acadêmicos.

O GLOBO: Naquela época, o sr. minimizou a possibilidade de mudança de regime em Teerã, apesar das manifestações. O sr. mudou de opinião depois da Primavera Árabe? O que torna o Irã diferente dos seus vizinhos?

MOUSAVIAN: Após dois anos e meio, vemos que eu estava certo. Enquanto aumentarem as pressões do Ocidente na esperança de forçar a mudança de regime, estou convencido de que isso não vai acontecer.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/ocidente-forca-ira-buscar-bomba-nuclear-3747193#ixzz1kQlXbnQd
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


Por Estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 13/1/2012 19:16
Estudo da Nasa indica 14 ações para lidar com as mudanças climáticas

"Para os estudiosos, todas as regiões do planeta serão beneficiadas com a adoção das medidas"
Um novo estudo da Agência Espacial Americana (Nasa) apresenta as 14 principais medidas para controlar a poluição do ar que, se implementadas, poderiam diminuir o ritmo do aquecimento global, melhorar a saúde das pessoas e ainda aumentar a produção agrícola universal. O estudo está publicado na mais recente edição da revista Science e foi baseado em um relatório ambiental das Nações Unidas, também liderado por Shindell e publicado no ano passado.

'Nós estamos mostrando que a implementação de reduções práticas de emissões específicas poderiam maximizar os benefícios do clima, da saúde humana e da agricultura', disse o líder da pesquisa, Drew Shindell, do Instituto Goddard para Estudos do Espaço (GISS, na sigla em inglês), da Nasa.

De acordo com o texto, a adoção destas medidas auxiliaria na diminuição significativa do aquecimento global, chegando a 0,9º C (0,5 º C) até 2050, além de aumentar o rendimento agrícola em até 135 milhões de toneladas por safra e evitar centenas de milhares de mortes prematuras a cada ano. Para os estudiosos, todas as regiões do planeta poderão sentir os efeitos positivos dessas mudanças.

Shindell e sua equipe consideraram cerca de 400 medidas de controle, baseados nas tecnologias avaliadas pelo Instituto Internacional para Análise Aplicada de Sistemas, em Laxenburg, na Áustria, e chegaram ao número final de 14. Todas tratam da diminuição de poluentes que agravam a mudança climática e colocam em risco a saúde humana e vegetal - seja diretamente ou por levar à formação de ozônio.

Entre os principais poluentes estão o carbono negro e o metano. O primeiro deles é produto da queima de combustíveis fósseis ou de biomassa, como madeira ou esterco, e pode agravar uma série de doenças respiratórias e cardiovasculares. Já o metano é uma substância incolor e inflamável que funciona como potente gás estufa e precursor do ozônio troposférico. Vale recordar que o ozônio é um componente chave dos nevoeiros contaminados por fumaça e dos gases de efeito estufa, que causam graves danos à saúde humana.

Embora o dióxido de carbono seja o principal condutor do aquecimento global a longo prazo, o carbono negro e o metano são ações complementares que teriam um impacto mais imediato, já que ambos circulam fora da atmosfera mais rapidamente.

Para a equipe de estudo de Shindell, as ações de controle oferecem maior proteção contra o aquecimento global para países como Rússia, Tadjiquistão e Quirguistão, em que existem grandes áreas cobertas por neve ou gelo. Irã, Paquistão e Jordânia experimentariam a melhoria na produção agrícola, enquanto os países do sul da Ásia e da região desértica do Sahel, na África, veriam mudanças benéficas nos padrões de precipitação. Já os países do sul da Ásia, como Índia, Bangladesh e Nepal, acompanhariam reduções significativas no número de mortes prematuras. Segundo o estudo, entre 700 mil e 4,7 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas por ano, em todo o mundo.

'Proteger a saúde pública e o abastecimento de alimentos são ações ligadas às alterações climáticas ocorridas na maioria dos países' disse Shindell. 'Sabendo disso, podemos motivar os governos a colocar em prática essas medidas', explica.

Veja mais informações, imagens e infográficos sobre o estudo no site da Nasa.

sábado, 21 de janeiro de 2012

satélites que exibem os efeitos naturais do aquecimento global no planeta, como enchentes e queimadas.



A Nasa (agência espacial americana) divulgou uma série de imagens de satélites que exibem os efeitos naturais do aquecimento global no planeta, como enchentes e queimadas.


De acordo com a Organização Mundial Meteorológica, mesmo que as temperaturas de 2011 tenham sido mais brandas do que as do ano anterior, os termômetros ainda estão acima da média histórica.

O documento afirma, por exemplo, que a América Central deve ter o ano mais quente em 140 anos.

Alguns cientistas afirmam que o desequilíbrio climático está por trás dos fenômenos, como a cheia histórica que alagou parte do estado de Queensland, na Austrália.

As imagens da Nasa também mostram deslizamentos em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, após as chuvas que deixaram quase 900 mortos no início de 2011.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Contra poluição em áreas urbanas Arquiteto propõe 'edifício de vida selvagem'

Novas construções em áreas urbanas costumam oprimir a vida selvagem. Essa constatação incomoda o arquiteto holandês Koen Olthuis, que resolveu pensar em uma estrutura urbanística destinada apenas à fauna e à flora. Assim surgiu a ideia da Sea Tree (árvore marinha', em tradução livre), uma espécie de edifício a ser construído em lagos e rios metropolitanos.

Urbanismo ecológico
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cerca de 30 metros de altura e pode se estender para entre 6 e 8 metros sob a água, inspirada em plataformas petrolíferas. O custo é estimado em cerca de US$ 9 milhões (R$ 16 milhões).


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Share this GalleryBanida para humanos, a Sea Tree tem como objetivo servir de refúgio para plantas, pássaros, abelhas e para a vida marinha, entre outros animais. Segundo Olthuis, pode ajudar no processo de limpeza de rios poluídos e na absorção de água da chuva
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Acima, o desenho mostra os tipos de fauna e flora que, segundo os autores do projeto, poderiam se desenvolver nos arredores da Sea Tree. 'Quero que seja um primeiro passo para que os arquitetos percebam que não podemos construir apenas para nós (humanos)',
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O arquiteto diz que está conversando com diversas administrações municipais na tentativa de viabilizar o projeto. Acima, os círculos mostram áreas da cidade que poderiam ser 'positivamente afetadas' pela proliferação de pássaros e outros animais

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Em vez de usar o espaço urbano para construir estruturas apenas para os seres humanos, um arquiteto holandês resolveu pensar em projetos urbanísticos também para a vida selvagem.

'Quanto mais construímos, mais deslocamos a flora e a fauna', justificou o arquiteto J. Koen Olthuis. Daí a ideia de construir algo destinado apenas a animais e plantas. 'Há pouco espaço nas cidades grandes, mas ainda podemos aproveitar a água', disse à BBC Brasil.

Assim surgiu a Sea Tree ('árvore marinha', em tradução livre), uma construção de cerca de 30 metros de altura (mais cerca de 6 a 8 metros sob a superfície) que tem como objetivo servir de refúgio para plantas, animais marinhos e pássaros, por exemplo.

A estrutura do projeto é semelhante à de uma usada para construir plataformas de petróleo no mar, mas serve para grandes rios e lagos urbanos. O custo, estima, é de cerca de US$ 9 milhões (R$ 16 milhões), 'mas estamos tentando barateá-lo'.

Olthuis argumenta que projetos como esse podem aumentar a fauna e flora das cidades grandes, ajudar a limpar rios poluídos e absorver a água da chuva.

domingo, 15 de janeiro de 2012

desastre' "Navio Costa Concordia afunda na 'ilha de Giglio



Entre a madrugada e a manhã deste domingo, outras três pessoas haviam sido encontradas dentro do navio, com vida - um casal sul-coreano em lua-de-mel e um tripulante, que sofreu ferimentos na perna.

Três corpos já haviam sido encontrados no sábado - de dois passageiros franceses e um tripulante peruano. Cerca de 15 pessoas ainda estão desaparecidas.

A maioria dos ocupantes do navio eram italianos, alemães e franceses. Também havia 53 brasileiros a bordo, sendo 47 passageiros e seis tripulantes. Nenhum brasileiro ficou ferido.

O capitão do Costa Concordia foi detido para interrogatório, enquanto a polícia italiana investiga como ocorreu o acidente, apesar das condições tranquilas do mar naquele momento.

Mergulhadores



BBC Brasil

"Navio Costa Concordia"
O casal de sul-coreanos foi localizado após equipes de resgate ouvirem vozes em uma cabine dentro do navio parcialmente submerso na noite do sábado, mas eles só puderam ser retirados muitas horas depois.

Os dois, ambos com 29 anos, estavam em boas condições de saúde.

Mais tarde, um terceiro sobrevivente foi encontrado - um tripulante italiano, que foi retirado no início da tarde com suspeita de fratura na perna.

Mergulhadores continuam tentando vasculhar as partes submersas do navio, que tombou lateralmente próximo à ilha de Giglio.




A embarcação, operada pela empresa Costa Crociere, havia deixado o porto de Civitavecchia na manhã de sexta-feira para um cruzeiro de uma semana pelo mediterrâneo.

'Grande pedra'




O presidente da Costa Crociere, Gianni Onorato, afirmou que o principal foco da companhia era dar assistência aos sobreviventes e levá-los de volta aos seus países.

Ele afirmou ser difícil determinar o que aconteceu, mas afirmou que o navio sofreu um blecaute após se chocar com 'uma grande pedra'.



BBC Brasil

"Equipes de resgate vasculham Costa Concordia"
'Trabalharemos com toda a transparência com as autoridades italianas para entender as causas do desastre', afirmou.

Ele afirmou que os procedimentos normais para evacuação com botes salva-vidas se tornaram 'quase impossíveis' porque o navio virou muito rapidamente.

Muitos passageiros pularam na água gelada e nadaram os cerca de 300 metros que separavam a embarcação de terra firme. Alguns também se abrigaram no deck do navio e foram retirados de helicóptero.

Um promotor da cidade e Grosseto, que está investigando o acidente, afirmou que o capitão do navio, Francesco Schettino, teria se aproximado 'de modo pouco hábil' da ilha de Giglio, segundo a agência de notícias italiana Ansa.

Schettino, de 52 anos, trabalha para a Costa Crociere há 11 anos.

Titanic

A maioria dos sobreviventes foi levada no sábado a Porto Santo Stefano, já na porção continental da Itália, a 25 quilômetros de Giglio.

Segundo o correspondente da BBC no local, Alan Johnston, muitos chegaram ainda enrolados em cobertores e vários ainda se mostravam abalados pelo que haviam enfrentado.

Alguns passageiros afirmaram à agência Associated Press que a tripulação não comunicou corretamente as instruções para a saída do navio.

Uma sobrevivente, Mara Parmegiani, afirmou à mídia italiana que houve 'cenas de pânico'.

'Estávamos muito assustados e congelando, porque aconteceu durante o jantar, então ninguém teve tempo de tomar mais roupas. Eles nos deram cobertores, mas não havia em quantidade suficiente', disse.

Vários sobreviventes disseram que tiveram de engatinhar pelos corredores já inclinados e compararam o acidente ao naufrágio do Titanic, em 1912, no qual mais de 1.500 pessoas morreram.

'É fácil fazer essa comparação, porque agora podemos entender o que aconteceu no Titanic', disse a passageira Francesca Sinatra.

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